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17 de Março de 2009

Um espetáculo de curta duração foi visto por poucos em Santa Catarina na madrugada de sábado. Ao cruzar o céu do município de Porto Belo (SC), um meteoro deixou um rastro de luz que ficou visível por um período de aproximadamente 15 segundos.

O fenômeno, popularmente conhecido como estrela cadente, trata-se da entrada de pedaços de rocha que vagam pelo sistema solar na atmosfera da Terra. Esses corpos, chamados de meteoróides no espaço, passam a se chamar meteoros ao atingir a atmosfera terrestre.

Rastro luminoso gerado pela queima da rocha ao entrar na atmosfera se tornou espetáculo
Paulo Varella/vc repórter

Em contato com os gases da atmosfera, o meteoro atinge a temperatura de 650°C e começa a queimar, tornando-se luminoso. Na maioria dos casos, a queima resulta na sua desintegração completa. "Quando o rastro luminoso termina, a queima se encerrou", explica o físico Marcomede Rangel, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

Se a atmosfera da Terra não é suficiente para queimar integralmente o meteoro, ele cai no solo e passa a ser chamado de meteorito. O maior já encontrado no Brasil é o Bendegó, com peso de 5 t, composto por ferro e níquel. Ele foi achado por um garoto em 1784, próximo a Monte Santo, no interior da Bahia. O maior do mundo está na Namíbia e pesa 60 t.

O meteoro visto no município do litoral de Santa Catarina no fim de semana possuía 20 cm de diâmetro e peso de 30 kg, conforme estimativas do físico do Observatório Nacional, que lançará em abril um livro sobre o maior meteorito já achado em território brasileiro.

O mês de agosto é o mais propício para a visualização de meteoros. É quando a Terra entra na órbita de um antigo cometa onde ainda restam partículas de sua cauda. Essas partículas entram na atmosfera e se transformam em meteoros.

Na noite de domingo, por volta das 21h, um morador de São Paulo avistou um meteoro no município de Agudos. A linha retilínea que ele disse ter observado no céu é semelhante à fotografada um dia antes em Santa Catarina

25 de Agosto de 2008
É fundafa em Florianópolis - SC a SMB - SOCIEDADE METEORÍTICA BRASILEIRA

A SMB - SOCIEDADE METEORÍTICA BRASILEIRA – é uma sociedade científica, sem fins econômicos que surgiu da necessidade de se divulgar a Meteorítica no Brasil. Sua fundação aconteceu no dia 25 de agosto de 2008, na cidade de Florianópolis – SC, com uma diretoria constituída de 11 membros.

A SMB tem como finalidade principal a congregação de todas as pessoas, sejam elas cientistas, entusiastas, entidades, leigos, que tenham como afinidade comum a meteorítica. Também promove o intercâmbio de informações com outras entidades congêneres no mundo todo, com isso promovendo e divulgando estudos relacionados à Mateorítica ou ciências afins e correlatas.

As reuniões da diretoria da SMB ocorrem todo 1º domingo de cada mês e o encontro anual ocorrerá sempre no aniversário da data da fundação da Sociedade. As reuniões da SMB servem para debater temas da Sociedade, incentivar e propor grupos de trabalhos nas várias áreas de atuação da SMB, além de futuramente promover Congressos, Simpósios, Seminários e Conferências com o propósito de difusão de trabalhos técnicos.

A pesquisa da Meteorítica no Brasil, apesar de antiga, nunca foi amplamente divulgada, sendo alguns poucos trabalhos pioneiros da área, como a apresentação à Sociedade Científica de Paris, do Meteorito Santa Catharina, feira pelo Imperador D. Pedro II em 1875.

07 de Fevereiro de 2008
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Meteoritos, cometas e a Origem da Vida na Terra
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FAYETTEVILLE, Estado do Arkansas – E.U.A - George W. Cooper da NASA- falou a respeito da Origem da vida na Terra. Meteoritos carbonáceos e cometas contém diversos componentes com estruturas de carbono e provavelmente tenham levado esses componentes para várias partes do sistema solar, inclusive a terra, esta seria uma importante fonte de estruturas de carbono da qual evoluímos. Entre os compostos orgânicos encontrados nos meteoritos carbonáceos temos os aminoácidos, os amidos e derivados de acúcares. Os açucares e derivados são fundamentais para o desenvolvimento da vida e são componentes de moléculas como o DNA e o RNA. A pesquisa se concentra nas propriedades óticas e isotópicas de determinados derivados de açúcares encontrados em meteoritos carbonáceos. Com essa pesquisa o Dr. Cooper espera identificar as diferenças e semelhanças entre compostos de carbono de meteoritos e de compostos encontrados na terra. O Dr. Cooper é químico formado na Western Michigan University e doutorado em química pela Arizona State University. Sua pesquisa envolve moléculas e isótopos estáveis encontrados em meteorites carbonáceos. Em 1996, Cooper recebeu o prêmio da International Society for the Study of the Origin of Life, por ter descoberto os derivados de açúcares em meteoritos.
 
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16 de Janeiro de 2008
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O Museu de Meteoritos Monnig recebe fatia do Mundrabilla
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Foto: Valerie Hannon
Arthur Ehlmann, curador do Museu Monnig mostra a fatia do Mundrabilla.
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O meteorito Mundrabilla de 45 ton, foi cortado em 7 fatias por um colecionador de Frankfurt, Alemanha. O nome Mundrabilla vem da cidade de mesmo nome no Oeste da Austrália, onde foi encontrado em 1966. A fatia mede 90 cm x 60 cm e pesa cerca de 21 kg e é a única fatia do gênero nos E.U.A. Duas das 7 fatias já retornou a Austrália e as outras 4 estão em grandes museus da Europa.
“Acredito que esta é a melhor peça que temos em nossa coleção” disse Tereza Moss, diretora do Museu.
Ehlmann disse que a fatia não custou nada, pois ela foi trocada por outras 15 peças repetidas do acervo do museu. A fatia já foi incorporada ao acervo permanente do Museu e está pronta para visitações em algumas semanas.
Para saber mais: site do Museu Monnig: http://www.monnigmuseum.tcu.edu
 
30 de Dezembro de 2007
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Cientistas dizem ter encontrado novas evidências de um impacto no nordeste do Canadá – por Harvey Black
 
Se você estivesse em Milwaukee há uns 1.85 bilhões de anos, você seria testemunha ocular de um dos maiores eventos cataclísmicos já registrado no Planeta, detalhe, você estaria instantaneamente morto se estivesse lá.



Um gigantesco objeto colidiu com a terra com uma força inimaginável onde hoje é a cidade de Ontario  e as proximidades de Sudbury, Canada, cerca de 200 milhas de Toronto.

O Geólogo William Cannon estudou essa ocorrência e encontrou Ejectos, que são formados por impactos de grandes dimensões. A colisão deixou uma cratera de aproximadamente 160 a 280 km de diâmetro, e a massa dever ter entrado na atmosfera a uma velocidade de cerca de 10 km/s, disse o Geóloho Cannon.

Cannon, que apresentou sua pesquisa sobre o impacto em outubro passado em uma reunião de geólogos em Denver, diz que a camada de ejectos encontrada em Minnesota, em Michigan e em Wisconsin do norte pode ter determinado a deposição da formação de ferro na região do Superior de lago. Essa área estava então sob um mar raso.

O ejectos, diz, fornece algo incomum na geologia: um marcador ultra-preciso do tempo.

Níquel, assim como o Irídio é encontrado em depósitos profundos e tem relação com o núcleo. Fontes destes elementos devem ter sua origem ligada a eventos de colisão de grandes proporções, como o que aconteceu aqui a 1.85 bilhões de anos.

 
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