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Quando o meteoróide penetra na atmosfera, ele interage com as camadas de ar que oferecem resistência a sua passagem, decorrente do atrito. O astro então se aquece. Se a velocidade do corpo celeste for da ordem de 70 km/s (252.000 km/h), geram-se temperaturas que variam de 3000°C até cerca de 7000°C, dependendo dos materiais que compõem o meteoróide. Com temperaturas assim tão altas, a parte externa é volatilizada e há, nesse processo, geração de luz.
Aristóteles (sec. II a.C.) afirmava que os meteoros eram fenômenos atmosféricos que surgiam durante a ocorrência de fenômenos físicos ligados ao interior da Terra.
Diógenes de Apolônio (séc. IV a.C.), afirmava que os meteoros eram corpos cósmicos - estrelas de pedra - invisíveis da Terra e que após morrerem, precipitavam-se sobre o rio Egos-Potamos.
Contam os relatos chineses que no ano de 1516 “Durante o verão em maio de Jiajing, do 11º ano (1516 no calendário gregoriano), reinado do Imperador Zhengde, uma estrela caiu na direção noroeste, com uma grande cauda parecida com uma cobra ou um dragão, ele brilhou intensamente e desapareceu em alguns segundos” Em 1909 em Tunguska – Rússia, um meteoróide de grande tamanho caiu porém explodiu a poucas dezenas de metros do chão e com isso não fez cratera, mas devastou centenas de hectares de vegetação, a região ficou sem vegetação por anos.
Entre as muitas definições que recebem os Meteoritos, podemos destacar uma definição simples que diz que Meteoróide ou Meteoro (depende do tamanho), é um objeto que circula em órbita elíptica (como os planetas de nosso sistema solar fazem em volta do sol) podendo ser heliocêntrica ou não, e ao passar próximo a um planeta como a terra, por exemplo, são atraídos por sua força gravitacional e se precipitam sobre sua atmosfera, onde a partir de então, deixam de se chamar Meteoróides/Meteoro e passam a se chamar de Meteoritos (durante o trajeto espaço-atmosfera-planeta, é comum a formação de um rastro luminoso por atrito do meteorito com os gases da atmosfera, este fenômeno é comumente chamado de "estrela-cadente".
Os Meteoritos são remanescentes da formação do nosso sistema solar e alguns possuem a idade da terra, com cerca de 4,55 bilhões de anos (no espaço não há oxigênio, então não existe deterioração por oxidação, por isso eles permaneceram inalterados por tanto tempo, ao contrário das rochas terrestres que sofrem constante intemperismo).
Os Meteoritos são classificados de acordo com características físico-químicas definidas, analíticas como a composição química, densidade, fases fluídas, estrutura atômica, etc; e descritivas, como mineralogia, associações mineralógicas, paragêneses, textura, grau de fraturamento (S), entre outras. Em geral essas características físico-químicas são suficientes para diferenciá-las das demais rochas terrestres, sendo assim a análise desse conjunto de dados a melhor maneira de identificar um meteorito de uma rocha terrestre.
Os Meteoritos são subdivididos primeiramente em 3 grandes grupos, os SIDERITOS, SIDERÓLITOS e os AERÓLITOS, divisão esta feita de acordo com a relação minerais metálicos x minerais silicáticos. A nomenclatura de um Meteorito está ligado ao local ou região de sua queda (quando é observada a sua queda) ou descoberta (quando não há registro de queda, apenas do local), assim podemos exemplificar que o Meteorito NANTAN recebeu este nome porque foi encontrado no Distrito de Nantan, na China. A Ciência que estuda os Meteoritos e seus impactos na Terra se chama Meteorítica. Antes porém de falarmos sobre os Meteoritos, é necessário falar um pouco sobre a sua origem.
ORIGEM DOS CORPOS CELESTES
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PROCESSO ACRECIONÁRIO
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Acreção é o processo do qual párticulas de poeira cósmica se agrupam por atração gravitacional e se fundem formando massas cada vez maiores, formando assim Estrelas, Planetas, Planetesimais, Asteróides, Cometas e Meteoros.
Existiriam duas possibilidades de evolução:
-Acreção Homogênea: acumulação de partículas similares, finas e frias em constante atração e acreção – Formam corpos primitivos não diferenciados.
-Acreção Heterogênea: partículas pesadas, ricas em ferrro por exemplo, começariam o processo de acreção pela maior atração gravitacional e seriam sucedidas de partículas finas, mais leves, silicáticas – Formam corpos diferenciados como Planetas.
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Concepção Artística sobre a formação de um disco de acreção

Concepção Artística sobre o nascimento de um Planeta
Após a formação dos primeiros Corpos celestes, eles ainda eram indifereciados, ou seja eram compostos de uma massa única e homogênea sem diferenciação de núcleo, manto ou crosta. Então, após a formação, os grandes corpos continuaram em fusão, mas agora por um processo autônomo chamado fusão nuclear.
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Durante o processo de formação dos corpos celestes, os condensados e as partículas de poeira colidiram e uniram-se, umas às outras por processo de fusão nuclear. As massas dos aglomerados e as velocidades das colisões cresceram rapidamente. Em contrapartida, o número de corpos presentes decresce. Surgem primeiro grande número de corpos planetesimais, muito menores que a Lua. Depois de múltiplas colisões, surgem os protoplanetas, com dimensões iguais ou superiores ao tamanho de nossa Lua. A energia das colisões leva ao aquecimento dos corpos, e isto promoveu a fusão, pelo menos parcial, dos componentes de menor ponto de fusão: o ferro metálico e sulfetos de ferro e níquel líquidos, os quais, por serem mais densos, acumulam-se no centro do planeta, enquanto os outros materiais mais leves concentram-se ao redor deste núcleo, no manto espesso, e na crosta. Esta separação chama-se de diferenciação primária.
Metamorfismo: É o processo da qual particulas diferentes formam novos elementos a partir da mudança química ocasionada por alteração de pressão, temperatura, evolução química etc.
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Após a diferenciação primária, o material do manto e da crosta sofreu reciclagem e reprocessamento em decorrência da convecção que, durante o resfriamento, promove a transferência de calor do interior do Planeta para a superfície. As transferências de calor são acompanhadas pelo transporte de material em direção à superfície. Em profundidades moderadas no interior da Terra, ocorrem processos de fusão parcial. Alguns elementos (tais como magnésio e níquel) tendem a ficar na parte refratária, não fundida, enquanto outros elementos tendem a se concentrar no fundido.
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Os magmas migram e consolidam-se como componentes da crosta terrestre. Como compensação do processo de ascensão do material quente e menos denso, ocorre descida de material mais frio e mais denso que retorna ao interior da Terra parte dos componentes materiais da crosta e do manto superior raso. Os movimentos tridimensionais de ascensão e descida de matéria rochosa podem abranger toda a extensão do manto, como deve ocorrer, por exemplo, embaixo da ilhas Havaí no meio do Oceano Pacífico, ou podem envolver apenas a parte do manto raso, como deve acontecer embaixo do Oceano Atlântico. Os movimentos de fluxo térmico e materiais verticais são acompanhados por movimentos laterais que movimentam as placas litosféricas, na chamada deriva continental. Esta diferenciação secundária começou logo após a diferenciação primária da Terra, e continua até hoje.
Com a estrutura precoce do planeta formaram-se o núcleo metálico e o manto e a crosta silicáticos. O ferro participa de todas as “camadas”, enquanto magnésio, silício e oxigênio (por exemplo) participam essencialmente do manto e da crosta. Elementos de grande interesse econômico, como o níquel, ouro e elementos do grupo de platina, apresentam grande afinidade química com ligas de ferro ou os sulfetos. Tais elementos podem ter sido concentrados no núcleo no momento da diferenciação primária, e desse modo são escassos nas outras camadas. De outra parte, elementos alcalinos, tais como o sódio e potássio, concentram-se em minerais silicáticos de maior facilidade de fusão, e tendem a concentrar-se na crosta terrestre.

SIDERITOS
Todo Meteorito ferroso, ou Siderito, contém Ferro e Níquel, sendo este último no mínimo 3 %. Todo Meteorito ferroso é atraído magneticamente, o que pode ser utilizado como um teste diagnóstico. Os Sideritos são formados por duas ligas de Fe-Ni distintas, prevalecendo a Camasita. Em sua forma pura a Camasita contém 89.54% de Ferro e 10.46% de Níquel. A Camasita é uma liga de ferro macia, igualando-se em dureza a Fluorita (CaF), com cerca de 4.0 de dureza na escala de Mohls. A Camasita forma cristais cúbicos e Hexaedritos. A segunda liga metálica de Fe-Ni se chama Tenita e contém grande porcentagem de Níquel. A Tenita em sua forma pura é composta por 79.19% Ferro e 20.81% Níquel. A Tenita é uma liga mais dura que a Camasita e mede cerca de 5.5 na escala de dureza de Mohls, igualando-se a Apatita (Ca5 (PO4,CO3)3 (F,OH,CL)). Os Sideritos se diferenciam estruturalmente pela diferença de tamanho dos cristais de Camasita presentes. Esse atributo físico depende da quantidade de Níquel presente na Tenita e o tempo que o cristal levou para crescer durante sua formação até o seu resfriamento. Isso é facilmente observável pois esse crescimento tem relação com a porcentagem de Níquel do meteorito. Os Sideritos são quimicamente distintos pela relação entre Níquel e Ferro que contém e a relação destes com elementos traços, definindo assim seus grupos químicos. Quando a relação de elementos traços é determinada, ele é agrupado com outros meteoritos de mesma composição, com isso é possível determinar o corpo parental em comum. Os Sideritos são subdivididos em 3 Classes principais e 14 Grupos. As três Classes são ATAXITOS, HEXAEDRITOS e OCTAEDRITOS, sendo que a diferença entre os três se dá pela variação na quantidade de Ni, maior nos Ataxitos e menor nos Octaedritos. Hoje existem 14 grupos (IAB, IC, IIAB, IIC, IID, IIE, IIF, IIG, IIIAB, IIICD, IIIE, IIIF, IVA, IVB), porém cerca de 15% dos sideritos são meteoritos “não agrupados”, pois não se enquadram nesses grupos e aguardam novas pesquisas para verificar se são classificados dentro dos grupos existentes ou se é aberto novo grupo (para se abrir um novo grupo são necessárias 5 amostras de diferentes meteoritos). Os Sideritos tem sua origem provável do núcleo de corpos planetários que foram destruídos por algum impacto gigantesco, liberando assim fragmentos do núcleo.
Octaedritos consistem em maior ou menor crescimento dos cristais de Camacita e Tenita em uma malha sintética octaédrica. Quando uma amostra de siderito é cortada e polida, e sua face tratada com ácido, logo aparecerão estruturas de crescimento em um padrão geométrico conhecido como Widmanstätten, em homenagem a seu descobridor, o Conde Alois von Beckh Widmanstätten. As bandas de Camacita tem seu crescimento ligados à quantidade de Niquel presente na sua composição, assim, quanto mais Niquel menor são as bandas, ao ponto de praticamente desaparecerem nos Ataxitos (aima de 16% de Níquel). De acordo com o tamanho das bandas você terá as seguintes subdivisões:
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Inglês
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Português
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Tamanho dos Cristais
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Alemão
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Tradução do Original Alemão
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Grossost
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Muito Grosso
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3.3-50mm
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Ogg
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Octaedrito “ganz grob” “muito grosso”
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Grosso
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Grosso
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1.3-3.3mm
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Og
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Ocatedrito “grob” “grosso”
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Medium
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Médio
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.5-1.3mm
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Om
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Octaedrito “medium”“médio”
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Fine
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Fino
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0.2-0.5mm
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Of
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Octaedrito “Fine” “fino”
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Finest
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Muito Fino
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0.2mm
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Off
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Octaedrito “Finest” “muito fino”
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Plessitico
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Plessitico
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0.2mm
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Opl
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Octaedrito “plessitic” “plessítico”
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SIDERÓLITOS
Os siderólitos são descritos como sendo a fase intermediaria entre os Sideritos e os Aerólitos e são constituídos por mistura de minerais silicáticos em meio a uma liga metálica (Fe + Ni), em geral em proporções semelhantes. Representam uma classe minoritária, com cerca de 1,5% dos meteoritos conhecidos. São subdivididos em dois grupos, os Mesosideritos e os Palasitos, sendo a diferença entre os dois a relação entre Silicatos x Metais e tamanho dos cristais silicáticos (fenocristais, em geral de olivina) em relação a matriz metálica
Mesosideritos são descritos como sendo a fase intermediaria entre o Manto e a Crosta do corpo parental que o originou e apresentam quase a mesma mistura de minerais silicáticos e metais (Fe + Ni) que os Pallasitos, porém a diferença entre os dois esta na relação entre Silicatos x Metais e tamanho dos cristais silicáticos (fenocristais, em geral de olivina no caso dos Pallasitos) em relação a matriz metálica e microcristalina no caso dos Mesosideritos.
Os Pallasitos foram nomeados em homenagem ao Naturalista e Geólogo Alemão Peter Simon Pallas (1741 – 1811), que descreveu amostras encontradas próximas a cidade de Krasnojarsk, na Sibéria. Pallas viajou em 1772 a convite do Imperador da Rússia e ficou intrigado com as amostras contendo massas de cristais de olivina em meio a uma matriz metálica de Fe e Ni. As Amostras receberam após alguns anos da descoberta o nome de Ferro de Pallas e posteriormente em sua homenagem este meteorito ficou conhecido como Pallasito. Pesquisas recentes mostram que os Pallasitos tem sua origem provável do núcleo de asteróides diferenciados. A mineralogia básica dos Pallasitos são de Olivinas ricas em magnésio e uma matriz de Troiilita, Schreibersita e Cromita. Também é possível reconhecer a textura Widmasntätten em geral de tamanho médio. Em geral a matriz metálica apresenta valores próximos do grupo IIIAB dos Sideritos, sugerindo certo parentesco em relação a origem, sendo assim pode-se especular que os sideritos seriam a porção do núcleo e os Pallasitos seriam a porção intermediária do núcleo e manto dos mesmos asteróides diferenciados. Existem hoje cerca de 82 meteoritos Pallasiticos descritos no mundo, desses apena 1 deles é conhecido no Brasil (Pallasito Quijingue).
AERÓLITOS
Os Aerólitos, ou meteoritos pétreos, são os tipos mais abundantes, porém não menos raros que os demais, pois em geral se degradam mais rápido e caso não sejam encontrados logo, costumam desaparecer ao longo de poucos anos. Os Aerólitos são subdivididos em dois grandes grupos, os CONDRITOS (85% das ocorrências) e os ACONDRITOS (mais raros com cerca de 7%), sendo a principal relação entre os dois a presença de côndrulos. Côndrulos são pequenas esferas metálicas formadas quando os minerais metálicos se fundem durante a entrada na atmosfera, pois este tipo de meteorito apresenta até 7% de minerais metálicos em sua matriz. Os Condritos, que são os mais comuns, tem sua origem provável no cinturão de asteróides. Os Acondritos, como o nome indica, não possuem côndrulos e em geral são formados por elementos mais voláteis e são mais ricos em oxigênio, e foram formados provavelmente por fusão e recristalização dentro do próprio corpo de origem, que se acredita estarem mais distantes no sistema solar.
Condritos são meteoritos rochosos que não sofreram modificações ou diferenciações de seus corpos parentais. Foram formados quando houve fusão da poeira cósmica nos primeiros estágios de formação do nosso Sistema Solar a cerca de 5 bilhões de anos, quando então surgiram os Planetas e Asteóides primitivos. Os Condritos são assim denominados porque possuem Côndrulos, que são gotas milimétricas de material fundido formado pela fusão de fases metálicas livres (ou mais raramente de inclusões refratárias de elementos como o Cálcio e o Alumínio e às vezes de minerais silicáticos como Olivina e Piroxênio) Os Condritos são considerados os objetos mais antigos do sistema solar, pois foram formados no mesmo evento de formação dos demais Planetas. Quimicamente os Condritos são semelhantes ao Sol, só que sem os elementos voláteis como o Hélio e o Hidrogênio. Mas de acordo com o lugar no Sistema Solar onde os Condritos se cristalizaram, como fora da nebulosa primitiva pré-solar, tornaram-se diferentes em alguns aspectos e por isso foram agrupados em vários grupos e classes. Existem alguns minerais que são guias e sua concentração é parâmetro para classificação dos Condritos, entre eles os mais importantes são a Faialita e a Ferrossilita. A Faialita é um silicato de ferro (Fe2SiO4), do grupo da Olivina, membro da série Isomórfica Fosterita-Faialita, seu hábito é ortorrômbico e é encontrado além de meteoritos em algumas rochas ígneas. Seu nome deriva de Faial, ilha do Arquipélago do Açores onde foi descoberto. A Ferrossilita é também um silicato de ferro (Fe2SiO3), e pertence ao grupo dos Ortopiroxênios.
Acondritos representam uma classe verdadeiramente heterogênea dentro da classificação dos Meteoritos. Eles diferem dos Condritos, primeiro pela ausência de Côndrulos, principal característica dos Condritos, mas como toda regra há exceção, são conhecidos raros condritos que possuem uma quase ausência de côndrulos, e contrariamente, existem raros Acondritos que possuem alguns condritos em sua estrutura. Essas exceções marcam a transição entre as duas classes, essa transição ainda não é bem compreendida, já que os Condritos representam a matéria primitiva do início da formação do Sistema Solar. Com os processos de fusão e recristalização os condritos fundiram-se formando rochas diferenciadas, que são em resumo a matéria básica dos Acondritos. Os Acondritos são de certa forma parecidos com as rochas terrestres, que são rochas diferenciadas como Basaltos, Gabros, Granitóides, etc. O que diferencia então das rochas terrestres é que os Acondritos são muito pouco diferenciados em relação às rochas da Terra e consequentemente são muito mais antigas. A maioria dos Acondritos possuem idades que variam em 4.2 a 4.6 bilhões de anos, essas idades são constatadas facilmente em amostras de Asteróides que se refrigeraram logo após a sua fusão, tornando-se geologicamente e mineralogicamente inativos, preservando assim sua estrutura primitiva. Apenas uma pequena parte dos Acondritos vem de grandes corpos celestes, como os planetas e satélites, como é o caso de Marte e da Lua, que formaram rochas bastante diferenciadas e com idade bem menor que os Acondritos primitivos, indicando assim que o planeta de origem sofreu sucessivas eras de diferenciação geológica de suas rochas, como vem acontecendo no nosso planeta até hoje.
TECTITOS
Os tectitos não são Meteoritos, são matérias vítreas que tem sua origem provável do impacto de grandes meteoritos na Terra ao longo de milhares de anos. Existem 3 teorias principais para explicar a origem dos Tectitos; A primeira fala de um grande impacto de Meteorito na lua, que teria arrancado pedaços da lua que teriam sido atraídos pela força gravitacional da terra; A segunda teoria fala de vulcanismo terrestre para explicar, mas é considerada a teoria mais fraca, pois não explica os elementos metálicos típicos de núcleos meteoríticos, que são encontrados associados à matéria vítrea, além de que o ponto de fusão dos tectitos em geral é maior que as obsidianas (vidros vulcânicos naturais) e a última teoria, a mais aceita, fala da formação dos Tectitos como resultado de grandes impactos que fundiram rochas terrestres junto com os meteoritos e ejetando os pedaços fundidos em trajetórias balísticas de poucos metros a várias centenas de quilômetros. Essa última teoria é corroborada pelos vários Tectitos encontrados próximos de crateras como os raros Irgizitos ou Irguizitos, da cratera de Zhamanshin, no Cazaquistão.
IMPACTITOS
IMPACTITOS, considerando apenas os encontrados na superfície do nosso Planeta, são rochas que foram formadas em um evento de choque de corpos meteoríticos na superfície do Planeta, tendo como resultado o metamorfismo de várias rochas e em vários graus distintos. As Crateras formadas por esses impactos são raros no nosso Planeta devido às condições de grande oxidação das rochas na maior parte do planeta, fazendo com que essas estruturas, também chamadas de Astroblemas, sejam erodidas e mascaradas após alguns milhões de anos, restando às vezes poucos vestígios visíveis. Esse tipo de estrutura é bem visível quando ocorre em regiões desérticas, pois nestes ambientes a falta de umidade faz com que as rochas mantenham-se estável por mais tempo, por isso são notáveis as crateras de Barringer nos E.U.A e a Wolfe Creek na Austrália, famosas por sua preservação. As rochas formadas durante um impacto são classificadas conforme o grau de metamorfismo que sofreram durante o impacto, indo de muito alto, com a fusão quase total da rocha a muito baixo, com apenas alguns fraturamentos e de acordo com a posição onde a rocha permaneceu após o impacto, que vai do centro da cratera até as bordas mais externas. O crescimento de crateras de impacto dá-se em quatro fases distintas: (1) Colisão e transferência da energia cinética do corpo impactante para a superfície por meio de uma onda de choque; (2) Descompressão dos materiais da crosta atravessados pela onda de choque compressiva; (3) Aceleração dos materiais rompidos pela onda de choque que resulta na escavação da cavidade de cratera; e (4) Reajustamento subseqüente da cavidade da cratera devido a forças gravitacionais e relaxamento dos materiais comprimidos. A maior parte da transferência de energia dá-se pela onda de choque compressiva, como energia térmica e como energia cinética por ejeção e movimento de materiais dentro da cavidade. O valor de pressão pode chegar a atingir os 5000 kbar (velocidade de impacto de 15-25 km/s). Materiais sob pressões mais elevadas que 700 kbar são geralmente fundidos. A fase de modificação final da cratera é complexa e inclui a queda dos materiais ejetados na cavidade, a deposição de mantas de ejectos que preservam uma estratigrafia invertida na região adjacente á cratera, e desmoronamento das paredes da cavidade da cratera inicial, seguido de abalos sísmicos, e a formação de lençóis de materiais fundidos pelo impacto. Como a formação de crateras de impacto depende da colisão fortuita de objetos no sistema solar, superfícies mais velhas têm uma probabilidade muito mais alta de terem sido atingidas por grandes meteoritos. A densidade de crateras de impacto por unidade de área dá-nos uma idéia da idade da superfície e a quantidade de modificação experimentada pela superfície ao longo da sua história geológica. O Grau mais alto de metamorfismo é classificado como IM, do Inglês “Impact Melt”, ou Fusão por Impacto, é quando a rocha atinge um grau de metamorfismo tão elevado (pressões acima de 300 Gpa e temperaturas acima dos 1.000 ºC) que ela perde a estrutura original, formando leitos de rocha fundida semelhante a magma, em geral no centro da cratera. Quando a fusão é parcial, ou seja, rocha fundida misturada com rocha fraturada e cizalhada pelo impacto, temos as chamadas brechas, que podem ser subdivididas em Brechas de matriz fundida ou Tagamitos, temos também os Suevitos, que são brechas de alto metamorfismo, formados por fragmentos de rocha em uma matriz mais fina e parcialmente fundida, sendo este tipo subdividido em Suevito SV.b (Fall-back Suevite, ou Suevito formado pela queda do material do impacto de volta para a cretera) e SV. O (Fall-out Suevite, ou Suevito formado pelo material ejetado para fora da cratera). As brechas de médio metamorfismo são subdividas em três grupos básicos, as Brechas Polimíticas ou BR.p(onde existem fragmentos de várias rochas distintas), as Brechas Monomíticas, ou BR.m (onde os fragmentos são todos da mesma rocha). Além das Brechas, temos alguns tipos de rochas como os Vidros de Impacto (IG), que são rochas parecidas com ignibritos, onde a composição é basicamente sílica amorfa, formada pelo rápido resfriamento dos minerais como o quartzo e feldspato, quando acontece ejeção desse material para longe da cratera, são formados os Tectitos (TEK, do inglês Tektite), que são fragmentos de vidro natural com formas aerodinâmicas causadas pela rápida ejeção e resfriamento em pleno vôo. Semelhante aos Tectitos temos os Ejectos (EJ, do inglês Ejecta), que formam mantos nas bordas externas da cratera onde existem em geral sobreposição inversa da estratigrafia, onde as rochas mais antigas são sobrepostas às mais novas devido a ejeção de material profundo do centro da cratera (mais antigo), sobre rochas mais novas que estão na superfície externa da cratera. Outras rochas/estruturas diagnósticas são as Esférulas (SP, do inglês Spherules), que são esferas de material pulverizado e fundido durante o impacto, quase da mesma maneira que os Tectitos, porém são bem menores e geralmente de material mais denso como metais provenientes do corpo impactante. E por último os Cones de Estilhaçamento (SC, do inglês Shatter Cones), formados pela onda de choque que atravessa as rochas durante o impacto e recebe esse nome porque sua forma é de pequenos cones sobrepostos. Existem outras feições ligadas aos impactitos, mas são mais restritos e futuramente poderão ser explicados caso necessário.

Vista do domo do vargeão, um dos grandes impactitos do mundo - Vargeão - Santa Catarina - Brasil
FULGURITOS
O nome Fulgurito vem do Latim “Fulgur” e significa “Brilhante”. São estruturas formadas por fusão instantânea de minerais silicáticos por ação de descarga de raios. Tradicionalmente os Fulguritos são classificados de acordo com o tipo de solo onde são formados, sendo a forma mais comum os Fulguritos formados em solos arenosos como Dunas e areias de praia (Andersen 1925; Petty 1936; Galliot 1980) e mais raramente em rochas. Tipicamente os Fulguritos são tubos formados pela fusão de minerais silicáticos e transformados em vidro devido ao rápido resfriamento, não permitindo que os minerais silicáticos voltem a ser cristalizar (Purdom 1966; Libby 1986). A temperatura de fusão pode chegar a 30.000 ºC por cerca de 1/2 milisegundos, tempo suficiente para que haja fusão dos minerais. As formas apresentadas seguem o padrão dendrítico de lichtenberg, que lembram as raízes de uma árvore, sendo um ramo principal e depois ramos secundários mais finos, este percurso é determinado pelo caminho de menor resistência encontrado pela eletricidade, podendo se estender por vários metros.
A textura dos tubos é em geral bastante rugosa, mas ocasionalmente são encontrados tubos finos de textura lisa. A feição em face de corte perpendicular ao eixo pode ser cilíndrica irregular ou em forma de alteres. Existem várias maneiras de se classificar um Fulgurito, porém são 3 as principais classes de Fulguritos:
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· Fulguritos de solo Arenoso;
· Fulguritos de solo argiloso;
· Fulguritos de solo rochoso.
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Os fulguritos de solo arenoso são os mais abundantes, sendo encontrado em regiões litorâneas em geral ligado a áreas de dunas. Seus diâmetros e formas variam conforme a intensidade da carga elétrica e do estado de umidade da areia no momento da descarga, gerando com isso uma maior ou menor resistência e conseqüentemente uma maior ou menor fusão dos minerais silicáticos. As melhores amostras de Fulguritos pertencem a esse grupo.
Os Fulguritos de solo argiloso foram recentemente descobertos no leste da Austrália, e foi descrito como massas irregulares subaéreas de coloração preta e bem vitrificaddos (Gifford 1999).
Fulguritos de solo rochoso, são pouco documentados, sendo sua ocorrência muito rara, sendo as principais ocorrências estudadas a das localidades de Aberdeen, Dakota do Sul (National Weather Service forecast office 2001) e as Montanhas de San Juan, Colorado (Brian Vining, pers. com., 2002). Esses Fulguritos derivam de rochas silicáticas, com diâmetro de cilindro de 5-12 cm, e coloração entre esverdeado, marrom e preto, bastante vesiculado.
A mineralogia dos Fulguritos é simples, sendo essencialmente uma variedade de vidro natural chamada Lechatelierita (SiO
2), também encontrado em alguns Tectitos (porém não encontrado na obsidiana, vidro natural de origem vulcânica) com as seguintes características Físico-químicas (fonte: Mindat –
www.mindat.org) :
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Ø Fórmula Empírica: SiO2 – Sílica em estado amorfo (sem cristalização)
Ø Peso Molecular: 60.08 gm
Ø Ocorrência: Fusão de silicatos por ação de Descargas elétricas de grande intensidade.
Ø Não apresenta Clivagem,
Ø Densidade entre 2.5 a 2.65 g/cm3,
Ø Fratura Conchoidal típica dos quartzos;
Ø Dureza 6.5 (mesma da Pirita);
Ø Sem fluorescência;
Ø Brilho vítreo e traço na porcelana branco;
Ø Classificado como um Tectossilicato, da classe dos Óxidos (Dióxido de Silício) e grupo do Quartzo.
•Asteróides são grandes rochas não diferenciadas pequenas demais para serem planetas ou grandes demais para serem meteoros. São resquícios da formação do nosso sistema solar e em geral apresentam órbitas regulares no cinturão de Asteróides. Muitos Meteoritos encontrados na terra tem sua origem provável em alguns desses Asteróides que no passado durante a formação do sistema Solar, chocaram-se com outros Asteróides ou planetas e lançaram grande quantidade de meteoros e meteoróides, por isso são chamados corpos parentais.
•É também chamado de planetóide. O termo "asteróide" deriva do grego "astér", estrela, e "óide", sufixo que denota semelhança. Já foram catalogados mais de 3 mil asteróides, sendo que diversos deles ainda não possuem dados orbitais calculados; provavelmente existem ainda milhares de outros asteróides a serem descobertos. Estima-se que mais de 400 mil possuam diâmetro superior a 1 quilômetro. Ceres é o maior asteróide conhecido, possuindo diâmetro de aproximadamente 1000 km. Desde 24 de Agosto de 2006, passou a ser considerado um Planeta anão. Possui brilho variável, o que é explicado pela sua forma irregular, que reflete como um espelho a luz do Sol em diversas direções.
Concepção Artística sobre o processo de diferenciação. Do núcleo saem correntes de convecção (setas em vermelho) que ao se resfriarem na crosta descem em direção ao núcleo novamente (setas em azul), com isso elementos mais leves sobem até a crosta e elementos pesados descem até o núcleo, ocasionando a Diferenciação das rochas.

Modelo Digital do núcleo terrestre e das correntes de Convecção
Atualmente, sabe-se que a geração do traço de luz no céu, deve-se principalmente a dois fatores: aquecimento do meteoróide e a luminescência do ar atmosférico. Normalmente, o efeito meteoro possui uma curta duração, atingindo em media, dois segundos. Excepcionalmente, o rastro luminoso pode durar de alguns minutos a mais de meia hora; provavelmente. O efeito meteoro na ionosfera acontece na camada que se estende entre 50 a 200 km de altura, aproximadamente.